Curso TPS 2009 SIC

Curso de Técnicas de Protecção e Segurança 2009

25/03/2008

Força contra força, para todos os gostos

Pegando no que deve ser aqui o tema central, força contra força, e porque nos últimos dias tive oportunidade de debater o assunto com prestigiados colegas e amigos, importa colocar em perspectiva o que devem ser os exercícios de força contra força, e o que devem simular, ou não...

A pergunta recorrente é: que exercícios constam do força contra força?
A resposta é simples: o que quisermos!

Note o leitor, que as simulações podem ir até onde a imaginação nos levar, a turma nos permitir, e o formador conseguir transmitir.

Eu, pessoalmente, gosto de colocar em ênfase situações de confronto armado, arma curta/longa e arma branca, em duelo, contra um ou múltiplos adversários, em cenários que normalmente não oferecem grande protecção ao operador, o que força á implementação de três coisas que acho essenciais: concentração e direcção da agressividade, movimento e destreza no uso do armamento.

Gosto particularmente de analisar o efeito da tensão e do medo com os meus formandos, porque entendo serem factores chave do confronto, quem percebe ambos tem mais hipóteses de ser bem sucedido, e sobre isso não aceito duvidas, passe a arrogância.

Existem, porem, outras abordagens e uma multiplicidade de cenários a criar, que podem ir ao encontro do que o formador pretende enfatizar na sua sessão de formação, e que igualmente, normalmente diria mesmo, criam imenso stress nos operadores, é impressionante o que, a titulo de exemplo, um individuo suspeito a mexer numa simples porta pode provocar a um operador, pelo simples facto de este antecipar um confronto, eu já levei dois impactos de softair numa perna, por ter aberto uma porta, estando desarmado... é no mínimo elucidativo sobre o que é o descontrolo que se consegue provocar aos operadores no força contra força.

Claro que, a nossa turma "escolhe" o tipo de curso que vamos ministrar, se publicitamos de forma genérica convém adaptar os exercícios ás realidades dos formandos, sob pena de eles não perceberem para que serve tudo aquilo... se por outro lado publicitamos o tipo de curso que vamos ministrar, por norma a turma aparece já formatada para o que se vai executar, o que sempre simplifica a questão.

Outras considerações serão feitas nos próximos dias, até lá.

16/03/2008

Agradável surpresa

No sábado passado tive uma agradável surpresa, como há muito tempo não sucedia.

Tive oportunidade de frequentar uma acção de formação de Kubotan, organizado por um colega e amigo, e ministrada, de forma magistral, pelo Formador Telmo Gonçalves da PSP.

Digo que foi uma agradável surpresa, por vários motivos, primeiro porque, afinal, uma formação para ter sucesso pode muitas vezes ser simples, desde que bem estruturada, foi o caso. Depois porque o formador era de facto muito qualificado, e criou uma imediata empatia com os formandos, o que é sempre um grande contributo ao sucesso da formação. Ainda porque foi muito refrescante assistir a um curso, organizado para que policias aprendam coisas úteis, e não, como se tem visto recentemente, um curso organizado para ganhar dinheiro e protagonismo.

No que toca ao curso em si, de referir a simplicidade das várias técnicas, aliada a eficácia das mesmas. Fiquei, confesso, adepto de um equipamento/técnica que conhecia já, mas que não dominava pois nunca havia estudado a fundo.

Embora haja uma ou outra situação em que fiquei com a sensação de preferir utilizar outras técnicas que domino, e que considero mais simples nos casos concretos, devo dizer, que até nesses casos, dou de barato, que quem não conheça outras alternativas, fica muito bem servido com tudo o que pude estudar no estágio de Kubotan.

Para alem do supra citado, de referir a constante disponibilidade do formador em ajudar os formandos, o seu saber, que era muito, e a humildade de quem sabe, e quer ajudar os outros, em vez de se colocar em bicos de pés como tantos gostam de fazer. O formador está de parabéns quando as coisas correm bem, e neste caso, correram muito bem.

Quanto ao Kubotan, de referir que é um equipamento muito discreto, fácil de dominar nas várias pegas, facilmente conciliável, e muito prático para o uso diário do operador, ainda de referir que embora provoque dôr e grande desconforto (para dizer o mínimo) ao oponente, não deixa nódoas (não, não é um detergente, vocês sabem do que estou a falar...) o que é sempre útil para evitar mais problemas, no que toca á avaliação da conduta do agente em tribunal.

Fica o registo, é a repetir, sem duvida!

09/03/2008

Variações do mercado

Ainda recentemente, aludi á entrada no mercado de formação, de diversas empresas, algumas delas estrangeiras, falei sobre alguns prós e contras da situação, mas não comentei a evolução do mercado,e a sua reacção, pois bem, cá vai...

Devido a algum ruído que se criou em torno de algumas empresas, das pessoas que as encabeçam, da sua metodologia de trabalho, da reacção de um mercado que era fechado e conservador, mas que possuía (e possui) talento com fartura, a impressão que temos ao olhar agora para o mercado de treino policial em Portugal, é necessariamente diferente.

A entrada dessas empresas, embora tenha criado algum furor inicial, e tenha de facto agitado as águas, de alguma forma, parece ter fundamentalmente tido o efeito inverso ao pretendido pelos recém-chegados ao mercado, veja-se que neste momento os gestores de formação estão a virar-se para formadores nacionais, mais baratos, mas muito profissionais, em alguns casos, e sabedores do seu oficio, membros de forças policiais e de segurança publica, que oferecem credibilidade junto das instituições.

Aliás este parece ser o motivo chave, para o implodir de alguns projectos. A acreditação junto das instituições ás quais pertencem os formandos é fundamental, não serve de nada um certificado passado por uma empresa que não recolhe credibilidade junto força a que pertence o formando, é dinheiro deitado á rua, salvo se o que se aprender justifique o investimento, mas parece-me que isto só é útil em módulos muito específicos e avançados, que assim como assim, as forças de segurança não ministram aos seus elementos, porque muitas vezes são politicamente incorrectos.

Posto isto prevê-se para os próximos tempos, uma volta no mercado, no sentido de aparecerem mais formações "curtas", apostando na prata da casa, excepto se houver um rever da situação das empresas de formação, e um "lavar de balneário" que expurgue algumas pessoas que manifestamente não devem estar ligadas a estas lides.

Essas empresas cairam no erro de não analisar o mercado, e de esquecer quem o conhece a fundo, existe um grupo de conhecedores da realidade, com nome firmado entre os seus pares, que são respeitados e que deviam ser as primeiras pessoas a quem esta formação nova devia procurar conquistar, sob pena de as opiniões serem negativas e os projectos caírem por terra, em Portugal, todos se conhecem e a palavra passa rápido, a boa e a má.

Acção sobre o objectivo



Acción sobre el objetivo
Feb 24th, 2008 por Cecilio Andrade

“Si al comienzo no muestras quien eres,

nunca podrás después, cuando lo quisieres”

William Shakespeare. “La fierecilla domada”

Cada tipo de intervención debe ser contemplada de una forma particular y específica, ya que existen múltiples tipos, que a su vez se subdividen en otras tantas variantes.

Cada operación debe ser afrontada de una forma puntual, sin seguir patrones aparentes que puedan llevarnos a una situación de “no tener ninguna referencia pasada en la que apoyarse”.

Esto no significa actuar sin plan establecido o improvisando, por el contrario nos apoyaremos en acciones “parecidas” anteriores, estudiándolas para extraer todas las lecciones posibles y sus posibles aplicaciones. Pero el secreto radica en no calcar esas acciones en nuestros operativos. No existen dos acciones iguales, como mucho serán parecidas.

Podemos entrar cien veces dentro de la misma habitación, pues bien, jamás se entrará exactamente de la misma forma. Condiciones físicas, estructurales, personales, de armamento, equipo, experiencia profesional, adversarios, todo ello va a ser diferente, con lo que nuestra acción solo podrá parecerse a la precedente. Además el adversario jamás actuará como esperamos. Una vez establecido el perímetro de seguridad entramos en la fase final del operativo. Este no puede comenzar en ningún caso sin estar todos los equipos situados en zona y en sus sectores correspondientes. La entrada podrá decidir en base a tres formas principales de acción, con orden judicial y personal del ministerio correspondiente, por medio de métodos de distracción y engaño y por asalto directo sin aviso previo.

Indiferentemente a las formas de entrada reseñadas cualquier operación de intervención está definida por unos parámetros de actuación perfectamente claros y precisos. Los dos principales son sorpresa y velocidad.

Sorpresa.

Es fundamental para asegurar el éxito de cualquier operación armada, solo hay que recordar la frase popular “el que golpea primero golpea dos veces” para comprender el porque de este principio.

Elementos de distracción, ángulos de aproximación y puntos de entrada, si son correctamente elegidos y empleados de forma eficaz, favorecerán siempre nuestra acción.

Hasta que el Jefe del Equipo no lo comunique no se considerará la zona segura y mucho menos dominada. Los puntos sobre los que se basará para decidir que una zona es segura y está controlada serán:

- Equipo agrupado, los binomios informan de su situación y posición.

- Delincuentes identificados y neutralizados.

- Ausencia de disparos.

- Pruebas y rehenes controlados y asegurados.

- Toda posible vía de ataque está cubierta y asegurada.

Velocidad.

Es el otro factor invariable de toda intervención. Debemos atajar un problema en el mínimo tiempo posible, minimizando la capacidad de reacción del delincuente, e imposibilitando cualquier acción contra rehenes, inocentes o compañeros.

El despliegue será tanto más veloz como urgencia tengamos para acceder a zonas determinadas, habitaciones con rehenes, existencia de pruebas incriminatorias, etc.

A tenor de estos dos factores, tenemos tres formas principales de trabajo, a saber: dinámico, sistemático y por saturación.

Método Dinámico.

Se utiliza cuando la acción debe ser inmediata para acabar con una situación dada. El equipo debe desplegar de forma veloz y agresiva. La rapidez de la acción permite aprovechar el shock psicológico así como cualquier posible sistema de distracción. Exige una constante comunicación oral y vía radio. Si durante la operación el equipo encuentra resistencia, inmediatamente se pasa a una limpieza sistemática.

Las características principales de este método son.

- Sorpresa, rapidez y agresividad.

- Movimientos veloces y fluidos.

- Busca provocar el shock.

- Nivel de riesgo alto.

- Probabilidad media de bajas propias.

- Iluminación constante.

- Comunicación mínima.

- Arma principal subfusiles y granadas aturdidoras.

- El control de las pruebas es secundario.

Método Sistemático.

Debe ser siempre el utilizado por defecto salvo una situación puntual de alto riesgo, rehenes por ejemplo.

Un equipo aislará y contendrá al adversario, mientras otro equipo despeja limpia el resto del objetivo. Aquí la discreción y el cuidado deben ser extremos. Las comunicaciones deben ser todo discretas que sea posible, con susurros y señales manuales. El equipo podrá pasar al método dinámico en cualquier momento.

Sus características son:

- Entrada con seguridad.

- Movimientos lentos y sistemáticos.

- Movimientos cuidadosos y en silencio.

- Nivel de riesgo alto, pero controlado.

- Daños mínimos.

- Calma y precaución.

- Cuidado de luces y sombras.

- Subfusiles y pistolas con linternas.

- Comunicación constante y fluida.

- Aseguramos las pruebas.

- Control de los ocupantes.

Método por saturación.

Es aplicable cuando sea posible el empleo de un gran número de agentes. Es el método más empleado en redadas, por ejemplo.

Sus características específicas pueden definirse en:

- Armas cortas y largas.

- Gritos, sorpresa y shock.

- Granadas aturdidoras.

- Muchos agentes.

- Primero control de los ocupantes.

- Prioridad principal las pruebas.

- Gran velocidad de acción.

- Riesgo muy alto.

- Posibles daños.

- Avanzamos inmovilizando.

- Un segundo grupo controla a los detenidos.

Resulta casi imposible realizar una acción táctica con uno de estos tres métodos simplemente. Siendo lo más habitual pasar de dinámico a sistemático, aunque lo contrario también ocurre con relativa facilidad.

Periodo de reflexão

Caros amigos,

Feito um curo, e necessário, periodo de reflexão, acerca do Blog, e dos temas nele abordados, estou, eu e a equipa de regresso, com ainda mais vontade de partilhar convosco os nossos pensamentos e reflexões sobre as matérias em análise.

Assim, e feito o agradecimento pela paciência que tiveram, ao visitar o Blog em busca de novidades, deixo-vos com um post de Cecilio Andrade, como sempre de grande qualidade.

Obrigado,

Jaime Borges Pereira

10/01/2008

Para onde devemos dirigir os nossos disparos?

Este tema é sempre controverso, havendo doutrina para dar e vender, pessoalmente, acho que Cecilio Andrade, aborda a questão de um ponto de vista muito acertado, e interessante.

¿Dónde debemos dirigir nuestros disparos?
Sep 21st, 2007 por Cecilio Andrade

Actualmente, la sociedad impone una especie de tabú a la hora de hablar de la vida humana, por lo que, generalmente, nuestros blancos de entrenamiento son abstractos y carecen de los detalles suficientes como para entender dónde o por qué estamos emplazando un disparo. Es muy difícil, por no decir imposible, encontrar blancos de entrenamiento en los que vengan reflejados el cerebro, la espina dorsal, los riñones o las arterias, a pesar de que, verdaderamente, esos son nuestros verdaderos objetivos. Y no la simple silueta negra que no refleja nada. El concepto del emplazamiento del disparo cobrará importancia en el momento en el que busquemos que nuestro objetivo quede incapacitado de forma instantánea, o bien queramos lo contrario.

Un tirador táctico (del tipo que sea) necesita aprender la exacta localización de esos puntos de impacto, de tal manera que pueda emplazar su disparo correctamente, sobre todo en los casos de secuestros o simplemente de personal hostil reteniendo a personas inocentes. De igual modo, se debe saber dónde emplazar el disparo en un sujeto que está parcialmente oculto o protegido por un chaleco antibala (o saber esperar a una mejor exposición del blanco). Estos conocimientos son especialmente importantes para tiradores de unidades de elite, aunque nunca está de más su conocimiento por parte de los tiradores en general, que se pueden enfrentar a cualquier situación similar en cualquier momento.

¿Cómo es de rápida la incapacitación “instantánea?

Casi cualquier impacto de fusil y pistola que penetre en la cavidad craneal matará al individuo. Pero la cuestión es con qué rapidez lo hará. Estamos hablando de cavidad craneal, no de la cabeza en general. Esto es porque cerca de dos tercios de la cabeza están formados por tejidos y huesos que, a no ser que se produzca una herida demasiado seria (metralla, etc.), no se producirá necesariamente una incapacitación instantánea. Pero los proyectiles que alcanzan la cavidad craneal, generalmente llevan a resultados críticos.

El tejido del cerebro es relativamente maleable y líquido, es decir, un medio idóneo para transmitir la cavidad temporal. Como el cráneo es un compartimento sellado, es la única parte del cuerpo humano que puede “explosionar” violentamente como si fuese un tetra-brick de leche que se pisa con fuerza. Esta es una observación gris, pero verdadera. Los disparos precisos, como son los disparos a la cabeza, requieren puntos de referencia muy claros para conseguir los resultados más efectivos y rápidos posibles, más rápidos si cabe que la llamada “incapacitación rápida” que aquí distinguiremos de la “incapacitación instantánea”. Pero, ¿qué rapidez tiene esa incapacitación instantánea?

Esta incapacitación es más rápida que la presteza con la que el cerebro del objetivo pueda decidir disparar y mandar el impulso nervioso a su dedo índice. Nuestro proyectil va a ser el elemento que “interfiera” esa señal cortando el camino de ese sistema nervioso. Podemos, incluso, computar lo rápido que esto ocurre. Así, por ejemplo, un proyectil de 7,62×51mm tarda aproximadamente 0,12 segundos para recorrer una distancia de 100m hasta un objetivo, añadiéndole 0,0000516 segundos (media millonésima de segundo) para atravesar el centímetro que hay desde la piel hasta la columna vertebral del blanco. Debemos contrastar esto con los 10 ó 15 segundos en los que un objetivo puede mantener la consciencia después de haber recibido un impacto en el corazón.

Un disparo efectivo contra el sistema nervioso central (SNC) requiere un impacto en la espina dorsal, sobre la cruz de los hombros, a través del “tallo del cerebro”, o en el sistema motor nervioso, situado a los lados de la cabeza. El sistema motor nervioso lo encontraremos aproximadamente 1 centímetro por encima de las orejas, justo debajo de la nariz y en el cuello. El disparo de frente puede causar problemas debido a que los dientes y los diferentes huesos pueden hacer que el proyectil no llegue al punto deseado.

Pero, realmente, ¿cuál es la distancia máxima para intentar disparos al cerebro o al SNC? Una cavidad craneal humana típica puede tener unos 18cm de largo, 14 de ancho y 10 de alto. Si somos tiradores con agrupamientos de 1 MOA, ese agrupamiento equivaldrá a 12cm a 400m. Esa será la distancia máxima a la que debemos intentar un disparo a la cabeza del objetivo, por supuesto, tendido y con apoyo y teniendo en cuenta que a esa distancia y contra ese tipo de blanco un error (miss) es aceptable.

Ahora bien, para asegurarnos debemos centrarnos en la distancia de 300m para abatir cabezas. Más aún, si nuestro disparo va a estar emplazado en la espina dorsal, riñones, hígado, o en el SNC, deberíamos pensar en reducir la distancia teniendo en cuenta que a una distancia de 200m batir precisamente ese tipo de puntos requiere que uno sea un tirador excepcional y que lleve su arma y su munición al límite de sus posibilidades. Tácticamente, si no podemos hacer fuego a 200m para impactar en el SNC del enemigo, se disparará al torso teniendo en cuenta que esto no significa, necesariamente, una incapacitación rápida ni instantánea.

En resumen, y tomando como base todo lo anterior, cada tirador debe ser consciente de su nivel de tiro y adiestramiento y saber y tener en cuenta que, después de una infiltración y de un acecho, las condiciones de tiro o se entrenan o variarán muchísimo. Todo se debe entrenar en los periodos de adiestramiento y no dejar nada a la improvisación. Mientras unos tiradores tendrán como límite para disparar a la cabeza 200m, otros podrán tenerlo a 300 o aventurarse, siempre basándose en pruebas anteriores, a 350, 400 metros, o más.

Colocación de los disparos y sus efectos.

Un disparo al centro del pecho del blanco impactará en un “entorno rico en objetivos””, que llevará al enemigo, la mayoría de las veces, a una incapacitación rápida. Se puede observar que la mayoría de los objetivos se encuentran alrededor del centro del torso, incluyendo el corazón con sus arterias, la espina dorsal, justo detrás del corazón, y otros elementos tales como hígado, estómago o riñones, aparte del cuello.

Un impacto en el corazón, obviamente, causará una seria pérdida de sangre que derivará en desmayo y posterior muerte, a los 10 ó 15 segundos. Un impacto en la espina dorsal es un impacto en el SNC con incapacitación instantánea y posible muerte. Un impacto en el hígado provocará una pérdida rápida de sangre, teniendo un efecto similar al impacto en el corazón. El tejido blando del hígado es especialmente vulnerable al daño producido por la cavidad temporal, significando que un error (miss) cercano también le puede hacer daño. Más abajo del torso tenemos los riñones, probablemente los órganos que más sufran por la más ligera herida, y que pueden incapacitar al enemigo. Al igual que el hígado, su textura blanda hace que sean dañados por la cavidad temporal del impacto. Las arterias son también buenos objetivos, especialmente la femoral, que recorre la parte interior de las piernas, y la carótida, en el cuello. Como el cuello también contiene la espina dorsal, se convierte en un buen punto de impacto.

Los impactos a los lados del objetivo son un caso especial desde el momento en que los huesos de los brazos pueden parar el impacto, especialmente si hacemos fuego con un 9mm o un 5,56mm. Los brazos también pueden desviar los proyectiles hacia cualquier punto del torso. Esta situación es la idónea para impactar en el cuello o en los riñones si estas zonas están a la vista, pero tácticamente, y teniendo en cuenta que el perfil de un individuo es más estrecho que su frente, se podría considerar esperar a que el objetivo se dé la vuelta, mostrándonos su frente o su espalda.

Los impactos en los pulmones son también de interés, aunque no necesariamente causan un sangrado grande o inconsciencia, pero sí causarán dificultades respiratorias que limitarán la movilidad del enemigo, así como un gran dolor que reducirá su efectividad. Por último, los impactos en los huesos causan un dolor tremendo e inmovilidad, pero es bastante difícil impactar en ellos a propósito.

04/01/2008

A importância do movimento

Hoje lia um excelente artigo de Gabriel Suarez, da Suarez International ( www.suarezinternational.com ), que em jeito de lembrança, trouxe á ordem do dia umas nuas e cruas realidades do confronto entre o combate, o force on force e o treino normal na carreira de tiro.

Suarez é um grande mestre de Force on Force e de outros tipos de formação, homem muito experiente e sabedor destas matérias, com quem tive a honra e o privilégio de aprender um pouco do muito que tem para ensinar.

O combate é isso mesmo, combate, vale tudo, não há regras, na maioria dos casos somos apanhados desprevenidos, e nesses casos, meus senhores não se enganem, não é com o treino habitual, de dois disparos, no máximo com uma lateralização(zita), para não dizer parado a tentar fazer agrupamento, que o operador se safa de uma situação dessas.

O nosso agressor virá, provavelmente, com uma determinação grande e já construída, ao passo, que nós estaremos incautos e termos de reagir e criar a nossa própria determinação. Como não estamos habituados, porque não treinamos com a agressividade, pragmatismo e assertividade necessária para responder a estas situações, as coisas tenderão a não correr bem para o nosso lado, nesta altura percebemos, e é tarde, muito tarde, que temos tudo contra nós, até nós próprios.

Já para não falar no facto, altamente provável, de que: apenas dois disparos não resolvem o problema, garanto que se virem um "calmeirão" a correr para vocês com uma faca ou aos tiros muitos nem conseguirão sacar a arma, e acreditem que já vi muitas vezes isso a acontecer no Force on Force, inclusivamente com quedas á mistura.

Para além disso, por o agressor ser "calmeirão", ou por ter sido apenas atingido em zonas, potencialmente, não letais, ele vai continuar a fazer o movimento de agressão, ou seja o combate não acabou.

Quem apenas treina agrupamento na carreira de tiro, debaixo do stress, ou como Sousa Pereira, e bem, gosta de chamar, medo, com todas as condicionantes fisiológicas, não vai conseguir alcançar, nem de perto, os resultados que faz na CT.

Não me vou alongar mais sobre isto, voltarei ao tema no futuro, mas direi apenas que, se os operadores não se habituam a treinar de forma mais adequada á realidade dos factos, a probabilidade do "turkey hunt" continuar, não diminui, talvez aumente até, dada a preparação que alguns agressores já possuem.

O Force on Force, segundo Gabriel Suarez, e eu concordo inteiramente, o único tipo de simulação que aproxima o formando da experiência de combate, para além do combate propriamente dito, o que convenhamos, não aconselho a ninguém.

O treino de agrupamento, é importante, dá confiança, permite manter um nível elevado de performance no que toca á selecção de locais para onde dirigimos o nosso fogo, ou como diria Sousa Pereira, optar por destruir uma coisa em detrimento de outra, mas não permite sobreviver a um combate sujo, puro e duro, e estas situações são mesmo assim, são o que são, não há duas iguais, e o agressor estará sempre mais determinado/desesperado que nós.

Desafio quem discordar deste prisma a vir demonstrar o contrário num Force on Force.